A fiscalização da NR-01 passou a exigir mais atenção das empresas em relação ao Programa de Gerenciamento de Riscos, o PGR. Ter um documento pronto, assinado e arquivado no RH já não é suficiente quando ele não reflete a realidade da operação.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o PGR é a materialização do processo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, com foco na melhoria contínua das condições de exposição dos trabalhadores. Ele deve conter, no mínimo, o inventário de riscos ocupacionais e o plano de ação com as medidas de prevenção necessárias.
Na prática, isso significa que o PGR não deve ser tratado como um “documento de gaveta”. Ele precisa acompanhar a rotina da empresa, ser atualizado quando houver mudanças relevantes e demonstrar que os riscos são identificados, avaliados e controlados de forma efetiva.
O risco dos modelos genéricos
Muitas empresas ainda utilizam laudos padronizados apenas para cumprir uma exigência formal. O problema é que, em uma fiscalização, o auditor pode comparar o que está escrito no documento com a realidade do ambiente de trabalho.
Se houver divergência entre o PGR e a rotina dos colaboradores, a empresa pode ficar exposta a autuações, notificações, exigências de adequação e questionamentos trabalhistas.
Além disso, o Ministério do Trabalho tem reforçado que a gestão de riscos ocupacionais vai além da elaboração de documentos. A fiscalização pode considerar evidências como entrevistas, observações no ambiente de trabalho, registros internos e a efetividade das medidas preventivas adotadas.
Riscos psicossociais também entram no radar
Com as atualizações da NR-01, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passaram a exigir maior atenção das empresas. Questões como sobrecarga, pressão excessiva, assédio, falhas de liderança e ambiente organizacional adoecedor podem impactar diretamente a saúde dos trabalhadores.
Por isso, a gestão de riscos deve envolver segurança do trabalho, RH, jurídico e liderança. O PGR precisa estar conectado à realidade da empresa e não apenas existir como um arquivo formal.
Por que a auditoria jurídica trabalhista é importante?
A auditoria jurídica trabalhista ajuda a identificar falhas nos documentos, inconsistências nas rotinas internas e pontos de vulnerabilidade que podem gerar passivos trabalhistas.
No contexto da NR-01, essa análise preventiva permite revisar o PGR, verificar se os laudos estão alinhados à operação e orientar ajustes antes de uma fiscalização ou de um litígio.
O Viegas e Viegas atua na análise preventiva de riscos trabalhistas, auxiliando empresas na construção de uma gestão mais segura, organizada e alinhada às exigências legais.
O PGR não deve ser apenas um documento arquivado no RH. Ele precisa representar a realidade da empresa e demonstrar uma gestão ativa dos riscos ocupacionais.
Empresas que revisam suas práticas com antecedência tendem a reduzir vulnerabilidades e a tomar decisões mais seguras diante das exigências da NR-01.
Autoria de Dra. Kátia Viegas por WMB Marketing Digital
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