Aposentadoria pelo INSS em 2026: regras mais rígidas e o que muda

Dra. Kátia Viegas
Dra. Kátia Viegas
Aposentadoria
06 Janeiro 2026
Aposentadoria pelo INSS em 2026: regras mais rígidas e o que muda

As regras de aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ficam mais rigorosas em 2026, exigindo que trabalhadores e segurados estejam ainda mais atentos ao planejar sua saída do mercado de trabalho. As mudanças não decorrem de uma nova lei, mas sim da aplicação automática das regras de transição estabelecidas pela Reforma da Previdência de 2019, que aumentam gradualmente os requisitos de idade e pontuação necessários para obter o benefício.

Como funcionam as novas regras de transição

As chamadas regras de transição foram criadas para flexibilizar a transição entre o sistema antigo e o novo modelo de aposentadoria, mas elas se tornam mais exigentes ano após ano. Em 2026, dois mecanismos principais, a regra de pontos e a idade mínima progressiva, foram atualizados:

Regra de pontos

A regra de pontos combina a idade do segurado com o tempo de contribuição. Para solicitar a aposentadoria em 2026, o requisito subiu em relação aos anos anteriores:

  • Homens precisam alcançar 103 pontos, com no mínimo 35 anos de contribuição;

  • Mulheres precisam atingir 93 pontos, com pelo menos 30 anos de contribuição.
    Quanto menor a idade do trabalhador, mais tempo de contribuição será necessário para alcançar o total de pontos exigido.
    Esse sistema de pontuação continua a evoluir com o passar dos anos, seguindo o cronograma definido pela reforma, até atingir o teto previsto, que é de 110 pontos para homens e 100 pontos para mulheres no futuro.

Idade mínima progressiva

Outra forma de aposentadoria prevista na transição exige que o segurado cumpra simultaneamente um tempo mínimo de contribuição e uma idade mínima que aumenta ano a ano:

  • Mulheres: 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição;

  • Homens: 64 anos e seis meses de idade, com no mínimo 35 anos de contribuição.
    O objetivo dessa regra é aumentar gradualmente a idade mínima até 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, meta que deve ser alcançada em 2031.

Impactos das mudanças para professores e servidores

As medidas de 2026 também afetam categorias com regras diferenciadas, como professores e servidores públicos. Apesar de critérios especiais, esses grupos também experimentam elevação gradual das exigências:

  • Professores: mulheres precisam ter 54 anos e seis meses de idade e 25 anos de magistério; homens, 59 anos e seis meses com 30 anos na função. Essas idades também crescem ao longo dos próximos anos.

  • Servidores públicos: além da idade e tempo de contribuição ou pontuação, é necessário comprovar 20 anos de serviço público e 5 anos no cargo em que a aposentadoria será requerida.

Regras permanentes para quem começou a contribuir após 2019

Quem iniciou sua contribuição ao INSS depois de novembro de 2019 não está sujeito às regras de transição. Para esse grupo, os critérios de aposentadoria são fixos e continuam os mesmos em 2026:

  • Mulheres devem ter 62 anos de idade e 15 anos de contribuição;

  • Homens precisam ter 65 anos de idade e, no mínimo, 20 anos de contribuição.
    Essas regras permanentes não sofreram alterações neste ano, mas podem representar um padrão a ser observado por quem iniciou sua vida laboral no sistema mais recente.

Por que as regras estão mais rígidas?

A necessidade de tornar a aposentadoria mais rígida ao longo dos anos está prevista na reforma da Previdência para adequar o sistema previdenciário à realidade demográfica e financeira do país. À medida que a expectativa de vida aumenta e o número de pessoas em idade produtiva diminui, o INSS ajusta os critérios de acesso ao benefício para garantir a sustentabilidade do sistema a longo prazo.

O aumento gradual da idade mínima e da pontuação necessária são mecanismos pensados para reduzir a pressão sobre as contas públicas e evitar déficits ainda maiores nas finanças da seguridade social.

O que muda na prática para quem quer se aposentar?

Para quem planeja se aposentar nos próximos anos, as mudanças trazem uma realidade mais exigente e a necessidade de planejamento previdenciário antecipado. Isso inclui:

  • Avaliar qual regra de aposentadoria é mais vantajosa (pontos ou idade mínima);

  • Verificar possíveis lacunas no tempo de contribuição;

  • Considerar estratégias de contribuição adicional para alcançar os requisitos com maior rapidez;

  • Planejar a aposentadoria com ajuda profissional para evitar erros no cálculo do benefício.

É importante destacar que o valor do benefício em si não foi alterado pelo novo ajuste das regras de 2026. O cálculo continua sendo feito com base na média de todas as contribuições ao longo da vida do segurado, respeitando o teto do INSS.

As mudanças nas regras de aposentadoria pelo INSS em 2026 representam uma etapa importante da reforma previdenciária, com critérios mais rígidos que visam equilibrar o sistema previdenciário brasileiro. Com o aumento gradativo da pontuação e da idade mínima exigidas, os segurados precisam ficar atentos e se planejar com antecedência para garantir a aposentadoria desejada. O conhecimento dessas regras e um bom planejamento são fundamentais para quem pretende se aposentar nos próximos anos e não quer ser surpreendido pelas exigências mais duras do INSS.

Fonte: Migalhas

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